Sopa de mariscos com preservativo

O caso aconteceu nos Estados Unidos, mas serve de exemplo para qualquer um de nós quanto aos cuidados que se deve ter na hora de “provar” determinado fato. Bom, a história começa com um grupo de amigas que se reuniu para jantar num restaurante muito elegante e fino. Uma delas pediu sopa de mariscos e, durante a refeição, acabou tendo muita dificuldade para mastigar determinado objeto.
Levantou-se, foi até o banheiro e ao cuspir o objeto na pia viu que era um preservativo. Ela ficou extremamente chocada e ofendida. A defesa do restaurante no caso: Como ela prova que aquele preservativo estava realmente dentro daquela sopa? Se ela o tirasse durante o jantar na frente das amigas, comprovaria realmente o acontecido e teria testemunhas a seu favor.
Mas, quando foi ao sanitário e se isolou acabou ficando numa situação de grande dificuldade para provar a sua versão. É claro que temos o princípio da boa fé da consumidora, que não iria querer passar por uma situação tão desagradável, constrangedora e ficar conhecida mundialmente por esse fato.
E dentre as hipóteses possíveis, a que mais se firmou é que o preservativo possivelmente veio da cozinha, colocado de propósito, talvez por algum funcionário que desejava prejudicar a imagem do restaurante. Até porque, seria um absurdo imaginar que alguém se prestaria a esse tipo de comportamento. É, portanto, uma reclamação procedente e que merece uma investigação muito detalhada.
Não temos conhecimento do final desse caso, mas fica a curiosidade da situação inusitada, nojenta e repugnante, que é uma moça encontrar um preservativo dentro de uma sopa de mariscos!
Coitada dessa moça!

Imagem da TV no Rádio

Vou relatar o caso de um homem que nos procurou para reclamar de um aparelho de rádio, que não estava funcionando conforme o vendedor disse que iria acontecer.
Mostrando a embalagem para nós, verificamos que estava escrito as siglas AM, FM e TV, e com isso ele estava descontente porque não conseguia assistir as novelas da televisão no rádio, conforme lhe foi prometido.
Bom, com muita calma tentamos explicar para ele que essa sigla TV significava os sinais de transmissão radiofônica dos programas das emissoras para cidades distantes, que talvez ainda não recebessem os sinais de imagem de televisão, recebendo somente o som dos canais de televisão.
Reiteramos que jamais iria aparecer a imagem do telejornal ou da novela no seu rádio. Ele ficou decepcionado, pois acreditou na palavra de um camelô de outra cidade que tinha garantido que o rádio pegaria todos os canais da televisão.
Isso é uma prática abusiva, prevista no artigo 39, inciso IV, do Código de Defesa do Consumidor que dispõe da proibição de prevalecer-se do desconhecimento da pessoa para forçar a venda de um produto ou um serviço. Não devemos abusar da boa-fé das pessoas.

Aparelho de ginástica peniana

Apareceu uma vez um rapaz revoltado, bastante constrangido para reclamar de uma “compra” que ele não fez e estavam cobrando dele, algo que na verdade não pediu, nem quis comprar. Conforme consta na sua carta, ele tinha adentrado num site apenas por mera curiosidade, pois o aparelho de ginástica peniana, conforme propaganda colocada na internet, é para pessoas que tem pênis diminuto, ejaculação precoce, dificuldade de ereção, o que não era o seu caso, como comentou.
O esquema é o seguinte: abrindo algumas páginas na internet, contendo informações, a pessoa vai acessando páginas que pedem informações e depois, por surpresa, recebe o aparelho na sua casa sem qualquer solicitação anterior. É óbvio que é uma prática abusiva, prevista no artigo 39, IV, do CDC – Código de Defesa do Consumidor, em que o fornecedor se aproveita do consumidor, tendo em vista sua idade ou conhecimento, para impingir seus produtos ou serviços.
É também outra prática abusiva prevista no inciso III – enviar ou entregar ao consumidor sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço. No parágrafo único deste mesmo artigo, ainda consta que qualquer serviço prestado ou produto remetido ou entregue ao consumidor nessas hipóteses, equiparam-se à amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.
Em seguida vieram as cobranças de altos valores, e conforme consta na primeira carta: “Vossa Senhoria encomendou nosso aparelho, parabéns, mas lembramos que até agora estamos tratando com o máximo sigilo essa negociação.” E fazem um alerta:
– Caso Vossa Senhoria não pague o produto até tal data, adotaremos as medidas extrajudiciais e as cobranças necessárias para recebimento dos valores
Passa algum tempo, e o rapaz recebe uma outra carta, escrita em letras garrafais: “Notificação Extrajudicial”, ameaçando-o que em caso de não pagamento dentro de um determinado prazo, receberá a visita dos cobradores uniformizados, em caráter pessoal ou a nível telefônico, no seu trabalho, na sua residência, no seu lazer, identificando-o pessoalmente pela aquisição desse aparelho.
Quer dizer, imagine, você já não pediu, nem adquiriu, e recebe um aparelho de ginástica peniana, para pênis diminuto, ejaculação precoce ou dificuldade de ereção, e ainda vem uma cobrança que dá conhecimento, aos colegas, aos amigos e aos parentes, que a “pessoa pede mas não paga”, quer dizer, praticamente deve mudar de cidade, mudar de país ou mudar de planeta, pois vai sofrer diversas situações vexatórias. Isso é extremamente desagradável, e causa um dano moral incomensurável, a imagem fica extrema e permanentemente desgastada.
Quando iniciamos nossos procedimentos nessa questão, a empresa em resposta disse que era só o rapaz ter solicitado seu cancelamento, que teriam atendido com urgência, mas na verdade é uma Prática Abusiva, uma venda forçada que, utilizando-se de pressão psicológica ameaçam a intimidade pessoal, com uma invasão de privacidade muito grande.

O chinês e o túmulo de sua mulher

Este caso relata a história de um chinês que reclamava da chuva que caía dentro do túmulo de sua mulher. Isso ficou até curioso como ele podia saber que chovia dentro do túmulo se ele ficava do lado de fora?
Constatou-se que como ele amava muito a sua esposa em vida e não queria se separar após a morte, todos os dias ele se dirigia até o cemitério e ficava rezando em frente à sepultura. Mas, num desses dias começou a chover muito forte e ele não teve dúvida: abriu a portinhola da tumba e entrou para se abrigar.
Foi nessa hora que percebeu um gotejando interno, vazando pela laje, o que poderia prejudicar a estrutura do túmulo da sua companheira. O marido, então, ligou para o profissional que cuidava dessa questão e o solicitou o reparado, uma vez que não atendia as normas regulamentares daquela prestação de serviço.
Foi, portanto, uma reclamação procedente e prontamente atendida. Apesar do caso ser curioso, ficou uma grande lição de amor, pois partindo do princípio de que ele era completamente apaixonado pela esposa, não viu nenhum problema em adentrar no túmulo para poder se abrigar da chuva e permanecer ao lado dela.

Camisinha tamanho GG

Apareceu certa vez, um rapaz baixinho, que foi reclamar sobre eventual defeito num preservativo. Em entrevista com ele, soube que ele comprou camisinha numa farmácia e tinha nota fiscal. O produto, portanto, tinha procedência e estava de acordo com a lei.
Então indagamos qual era o defeito. O consumidor disse que houve o rompimento do preservativo durante a relação sexual e ele ficou muito preocupado com a possibilidade de ter engravidado a sua companheira. Por isso, ele queria uma grande indenização contra a indústria e pedia orientações para tal procedimento.
Conversando, verificamos que ele tinha comprado a camisinha do tamanho GG. Isso nos causou muita surpresa. Por que o tamanho GG? Numa comparação entre a altura do baixinho e o provável tamanho da camisinha havia uma contradição.
“Aquilo” se fosse, daquele tamanho mesmo, deveria arrastar pelo chão. Qual foi a nossa surpresa quando ele nos contou que comprava daquele tamanho para fazer moral com a sua companheira! No transcorrer da relação sexual, obviamente, sobrava camisinha para tudo quanto é lado, e aquilo ficava solto, frouxo, causando, de fato, o rompimento.
Orientamos o consumidor a usar o produto adequado para sua necessidade e pensar melhor na questão, pois a reclamação era improcedente, o produto não prestava nenhum defeito. Passados uns dois meses, telefonaram para mim. Atendi e alguém se identificou:
– Olha, sou aquele rapaz da camisinha tamanho GG.
– Ah, pois não. O que aconteceu dessa vez?
– Não aconteceu nada. É que eu queria avisar ao senhor que veio a menstruação da minha companheira e ela não está grávida. E agora só uso camisinha tamanho P.