Viajar: quais cuidados ter na hora de alugar um imóvel de temporada

Viajar é bom demais se você tem um imóvel para ficar

Saiba como evitar problemas na escolha do imóvel de temporada

Curtir as festas de fim de ano ou férias na praia ou campo é sempre muito gostoso. Mas, para que tudo ocorra de forma tranquila, estar fora de casa necessita alguns cuidados. Um deles é escolher um imóvel adequado para que a viagem não vire uma dor de cabeça. A precaução deve começar com as informações sobre imobiliárias idôneas, através de amigos, sempre verificando o que é oferecido. Saber onde fica o imóvel, as condições de acesso, a infraestrutura da região (padarias, açougues e supermercados) e a segurança são fundamentais.

Além das questões materiais é recomendável visitar a casa sempre que possível. Para que tudo ocorra de forma concreta e legal, o consumidor tem o direito de vistoriar o imóvel em companhia do proprietário ou representante. Na visita, ele deve observar as condições gerais do imóvel e relaciona-las, indicando a situação em que se encontram para evitar o pagamento de danos que não tenha causado.

Cuidado

Evite confiar demasiadamente em oferta feita pela internet ou em anúncios impressos (jornais, revistas) sem antes fazer a análise do imóvel. Apesar das fotos nesses anúncios, nem sempre é possível se certificar sobre a situação da casa ou conhecer as redondezas. Sobre o que é anunciado, o dono do imóvel é obrigado a cumprir com a oferta feita.

Se as condições da casa não se equipararem com o prometido pela imobiliária ou pelo proprietário, o locatário tem o direito de exigir a devolução do valor pago. É o que garante o artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor. Nesse caso, o inquilino precisa desistir de ficar no imóvel. Se optar por permanecer no local, o consumidor pode negociar um abatimento no preço, proporcional à queda na qualidade das características ofertadas. Se houver problemas, tente resolver amigavelmente com o fornecedor e, caso não obtenha sucesso, procure o Procon ou o Juizado Especial Cível (JEC).

Previna-se

A prevenção é sempre melhor que o remédio. Portanto, o melhor mesmo é evitar transtornos e seguir algumas dicas:

– visite a casa antes de fechar o contrato, mesmo aquele tratado via meios digitais;

– faça uma lista sobre as condições gerais do imóvel;

– verifique a idoneidade da imobiliária ou o locador;

– saiba quais as condições de infraestrutura da região;

– no contrato discrimine o que foi tratado verbalmente: datas de entrada e saída, nome e endereço do proprietário, preço e forma de pagamento, local de retirada e entrega das chaves;

– o prazo máximo de uma locação por temporada é de 90 dias

– o pagamento do aluguel pode ser exigido antecipadamente e de uma só vez.

– pagou, exija o recibo do pagamento de qualquer pagamento antecipado ou por etapas

Fonte: Idec

 

Consumidor: migração de contas nos bancos, você sabe como fazer?

Taxas demais são principais motivos para migração

Saiba quais são os diretos quando for trocar de conta no banco

Como consumidor você quer fugir das taxas pagas para manutenção da conta no banco e não consegue? Pede ao gerente, mas tem dificuldade da migração ser aprovada? Esses problemas são comuns para correntistas dos bancos. Primeiro, a conta pessoa física é importante para o banco movimentar o dinheiro. Segundo, faz parte do processo de lucro da instituição. Terceiro, poucos bancos orientam sobre como adquirir, migrar ou manter os serviços bancários.

Porém, o que muito consumidor não sabe é que ele pode optar por uma conta corrente ou poupança gratuita. Com este tipo de conta ele pode usar apenas o Rol de Serviços Essenciais. A oferta desses serviços, que não podem ser cobrados, é obrigatória. O consumidor deve ser informado pelo banco sobre essa possibilidade, mas a maioria não o faz.

Para ter acesso apenas aos serviços bancários gratuitos não é preciso adquirir nenhum produto ou pacote de serviços, pois não se trata de uma modalidade de conta. Como o nome já diz, é uma conta sem custos. O Rol de Serviços Essenciais tem algumas limitações. A Resolução 3919 do Banco Central determina que, ao optar pelo Rol de Serviços Essenciais, o correntista terá direito a um cartão com função débito e poderá realizar até quatro saques por mês, inclusive, por meio de cheque.

Serviços disponíveis

Estão disponíveis na conta gratuita: até duas transferências por mês entre contas da mesma instituição. Podem ser retirados até dois extratos por mês, contendo a movimentação dos últimos 30 dias, por meio de guichê de caixa e/ou terminal de autoatendimento e a realização livre de consultas pela internet.

O consumidor também tem direito de receber, até 28 de fevereiro de cada ano, o extrato consolidado, discriminando mês a mês os valores das tarifas cobradas no ano anterior. Ele pode retirar até dez folhas de cheques por mês, desde que reúna os requisitos necessários à utilização de cheques, conforme a regulamentação em vigor e condições pactuadas. Pode ainda ter compensação de cheques e prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos. Para isso, as contas devem ter contratos que prevejam utilizar os meios eletrônicos.

Caso o consumidor verifique algum problema na conta, como uma cobrança indevida, deverá fazer reclamação junto ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do banco. Nesse caso, o consumidor terá direito a devolução em dobro do valor pago indevidamente. O Decreto 6.523/2008 determina que a empresa solucione a demanda em até cinco dias úteis.

Fonte: Procon-SP