Saúde financeira

Saúde financeira: saiba como acabar com as contas no vermelho

Minhas dicas: como a autoanálise e um planejamento ajudam na saúde financeira de suas contas

Saúde financeira

Cuide de suas contas para não ficar no vermelho

Segundo o SPC Brasil e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) entre fevereiro e março a saúde financeira dos consumidores fica abalada. Neste período cresce o número de pessoas cadastradas no Serviço de Proteção ao Crédito. ͞ A maior causa? Falta de educação financeira.

Instinto

Embora seja primordial o uso do dinheiro, poucas pessoas sabem realmente lidar com ele. ͞Geralmente, os consumidores agem por instinto, imitação e pouca reflexão. Por isso, a sugestão é conhecer sua saúde financeira, saber qual é a dívida, analisar as finanças e determinar meta de estabilidade.

Conselhos

O devedor deve saber qual é o seu estilo de vida, a roupa que veste e como se alimenta. ͞Tudo para notar se o estilo de vida é adequado aos rendimentos. A pesquisa deve computar vícios (cigarro) e prazeres (cinema) que comprometem a saúde financeira. Outra etapa: observar o comportamento como consumidor. Existem dois tipos: os consumistas e os conscientes. O ideal é todo consumista ser um cliente consciente.

Comportamento

O comportamento consciente ͞é aquele que tem exata noção do que gasta, onde gasta e quando deve poupar. Ele faz empréstimo quando tem certeza que pode pagar. Usa o dinheiro em algo que necessita e vai utilizar. O consumista age pela emoção, gasta com coisas que não precisa e se endivida sem ter como pagar, complicando sua saúde financeira.

Planejar é preciso

Muitas pessoas acham complicado planejar, seja por falta de informação, de tempo ou por não saber a gravidade da saúde financeira. Especialistas com conhecimento financeiro ajudam.͞ Com planejamento, crises como mortes inesperadas, separações, doenças e desemprego não abalam a economia pessoal.

Sair do vermelho

Não importa a quantidade do débito que o consumidor tem nada justifica tratar ofensivamente o devedor. O inadimplente não pode ͞ser exposto ao ridículo ou submetido a constrangimento ou ameaça. O consumidor não deve ͞fugir do credor, mas alinhar interesses, devendo acordar para quitar a dívida.

Consumidor: Dez empresas concentravam metade dos processos em 2015

Estudo elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que, quando se trata de direito do consumidor, grande parte das ações judiciais envolve um número restrito de instituições. Dessa forma, dez empresas concentravam metade dos processos em 2015 movidos por consumidores insatisfeitos.

Fonte: m.aasp.org.br/clipping/MobileNoticia.aspx?idnot=26033

O trabalho, intitulado “os Maiores Litigantes da Justiça Consumerista: mapeamento e proposições” foi encomendado à Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ), que analisou dados da movimentação processual de sete tribunais de Justiça (TJs) – Amazonas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso, São Paulo, Distrito Federal e Territórios e Bahia. Os Estados foram selecionados por serem representativos da realidade brasileira em 2015, ano da pesquisa.

De acordo com o levantamento, as 30 empresas que mais sofrem processos envolvendo direitos do consumidor respondiam, naquele ano, por 4,7 milhões ações judiciais nos TJs pesquisados. Ao todo, 4.697.195 ações passaram pela análise da equipe de pesquisadores.

Apesar de os bancos e as empresas de telecomunicações serem os setores mais acionados na Justiça quando a ação envolve Direito do Consumidor, o perfil dos processos muda de acordo com o grau de desenvolvimento da região demográfica. Assim, áreas mais desenvolvidas tendem a concentrar mais casos envolvendo bancos, enquanto áreas menos desenvolvidas concentram casos envolvendo fornecedores de serviços essenciais.

Outros setores também se destacaram no ranking das empresas que mais sofrem processos de consumidores: concessionárias de energia elétrica e água e companhias de seguro figuram entre os setores mais acionados em pelo menos dois rankings estaduais.

A equipe que realizou a pesquisa elaborou algumas sugestões para ajudar a reduzir o número de litígios. Entre elas está a que cria um fluxo para direcionar as demandas ao consumidor.gov.br antes de levar o problema a juízo. “Ao seguir essa proposta, garantimos que houve uma tentativa de acordo entre as partes por meio do consumidor.gov.br, sem gerar demandas adicionais ao Judiciário”, destacam os pesquisadores.

Metodologia
A ABJ utilizou como base o Relatório Justiça em Números 2015, que apontou para a necessidade de se ter como foco central da pesquisa a Justiça Estadual, ramo do Poder Judiciário que concentra os maiores índices de litigância. Além disso, o Justiça em Números daquele ano mostrava que foram mais de dois milhões de casos novos envolvendo responsabilidade do fornecedor ou indenização por dano moral, situando o assunto como o terceiro mais demandado de todos os tribunais, com pelo menos 4% de todas as novas demandas.

Foram considerados processos novos e ações pendentes não criminais que se encontravam na primeira instância ou em Juizado Especial em 2015. Os casos de execução fiscal, em que são cobradas dívidas relacionadas a tributos, foram excluídos da análise

Fonte: Paula Andrade
Agência CNJ de Notícias

Dori Boucault

Dori Boucault – Consultor em Relação de Consumo. Advogado Especialista em Direito do Consumidor e do Fornecedor. Atuando hoje pelo LTSA Advogados Mogi das Cruzes.
Especialista em Consumo da TV Diário – afiliada da Rede Globo.
Especialista em Consumo na TV Novo Tempo.
Palestrante com mais de 400 Palestras no Currículo.
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