Camisinha tamanho GG

Apareceu certa vez, um rapaz baixinho, que foi reclamar sobre eventual defeito num preservativo. Em entrevista com ele, soube que ele comprou camisinha numa farmácia e tinha nota fiscal. O produto, portanto, tinha procedência e estava de acordo com a lei.
Então indagamos qual era o defeito. O consumidor disse que houve o rompimento do preservativo durante a relação sexual e ele ficou muito preocupado com a possibilidade de ter engravidado a sua companheira. Por isso, ele queria uma grande indenização contra a indústria e pedia orientações para tal procedimento.
Conversando, verificamos que ele tinha comprado a camisinha do tamanho GG. Isso nos causou muita surpresa. Por que o tamanho GG? Numa comparação entre a altura do baixinho e o provável tamanho da camisinha havia uma contradição.
“Aquilo” se fosse, daquele tamanho mesmo, deveria arrastar pelo chão. Qual foi a nossa surpresa quando ele nos contou que comprava daquele tamanho para fazer moral com a sua companheira! No transcorrer da relação sexual, obviamente, sobrava camisinha para tudo quanto é lado, e aquilo ficava solto, frouxo, causando, de fato, o rompimento.
Orientamos o consumidor a usar o produto adequado para sua necessidade e pensar melhor na questão, pois a reclamação era improcedente, o produto não prestava nenhum defeito. Passados uns dois meses, telefonaram para mim. Atendi e alguém se identificou:
– Olha, sou aquele rapaz da camisinha tamanho GG.
– Ah, pois não. O que aconteceu dessa vez?
– Não aconteceu nada. É que eu queria avisar ao senhor que veio a menstruação da minha companheira e ela não está grávida. E agora só uso camisinha tamanho P.
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