A história da falsa nota

Há alguns anos, aconteceu um caso que foi tratado como uma grande discriminação: uma senhora, a pedido de uma autoridade, no horário de almoço dela, comprava algumas frutas. Um dia, chegando ao supermercado, onde foi comprar bananas, uma moça do caixa falou a ela:
– Esta nota de R$ 10,00 é falsa.
A mulher, muito humilde, disse:
– A senhora me desculpe, eu não sabia que a nota era falsa.
Chegando ao local de trabalho, a senhora informou à autoridade que a caixa do supermercado havia dito que a nota era falsa. Inconformado, o patrão tirou outra nota do bolso:
– Puxa, se esta é falsa, deixa aqui de lado que eu vou mandar verificar. Leva esta outra nota de R$ 10,00.
A senhora voltou ao supermercado para comprar as tais bananas. Chegando lá, a caixa disse novamente:
– Mas outra nota falsa? Já falei para a senhora que esta nota é falsa.
– Não, esta daqui é outra.
A caixa pegou novamente a nota e nervosa confirmou:
– Esta também é falsa.
Novamente, a mulher pediu desculpas, retornou ao local de trabalho e comentou o ocorrido. A autoridade se espantou:
-Mas que saco! Tudo é falso. Então, leva esta de R$ 50,00 e deixa que eu vou mandar as de R$ 10,00 para a polícia investigar.
A senhora voltou ao supermercado, pegou as bananas, deu a nota de R$ 50,00 e a caixa falou, desta vez bem alto:
– Outra vez senhora?! Ô pessoal, cuidado, esta mulher está querendo passar nota falsa aqui no supermercado.
A funcionária mostrou total desconhecimento da lei, pois não havia nenhum mecanismo pelo qual ela pudesse constatar a falsidade alegada e ainda por cima colocou aquela senhora em uma situação constrangedora.
A mulher, chorando, voltou ao local de trabalho e contou á autoridade o que tinha ocorrido pela terceira vez. As autoridades foram chamadas para investigar o caso. Passado um tempo, ficou demonstrado que as notas não eram falsas e a caixa não tinha conhecimento técnico para alegar aquela suposta falsidade sobre as notas apresentadas, pois não tinha maquinário ou qualquer instrumento capaz de fazer a constatação no momento da apresentação.
A reclamação da consumidora foi procedente e a funcionária, junto com a equipe, foi orientada sobre os procedimentos para verificação das cédulas.